quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Metáforas, Clichês e Ditados Populares



A gente só acredita em metáforas quando vivencia uma. Esse é um tipo de conhecimento que eu adquiri com o passar dos anos, após muito teimar. Sempre me incomodei com aquelas frases feitas da sabedoria popular, mas, afinal, aprendi que esses ensinamentos não são chamados de sabedoria por acaso. São apenas formas mais simples de dizer muitas coisas.

Aquela história de “Chora mesmo que alivia” ou “Certas tristezas só o tempo cura” nunca me reconfortavam. Quando alguém me dizia algo do tipo eu pensava “eu aqui, querendo parar de chorar e o indivíduo manda eu chorar mais um pouco?” Bom, a verdade é que guardar lágrimas de uma tristeza anterior dentro da gente não é nada saudável, e às vezes, tudo se resolve com uma boa choradeira. Lá se vão bons quilos de remorso e tristeza.

Já aquele ditado de que “para cada pé cansado há um chinelo velho” e de que “quando menos se espera é que se encontra o amor verdadeiro” ainda não aconteceram comigo, então ainda me deixam encafifada. Como já aprendi a aceitar os outros ditos populares, esse fica na fila, esperando acontecer para me convencer de que é verdade. E eu espero que seja!

“Deus ajuda a quem cedo madruga” ou “Quando Deus fecha uma porta, há sempre uma janela aberta”. Esses sim me ensinaram muita coisa nessa vidinha curta de 20 anos. Se você não faz por onde merecer, porque acharia que Deus trará de graça as bênçãos necessárias? Tá certo que Deus nos ama e nos perdoa, mas Ele não é bobo não! E mais: quando seus planos não estão de acordo com os planos dEle, não adianta chorar nem espernear, Ele vai te mostrar que o outro caminho é o melhor pra você, resta esperar e crer.

Pessoas sempre foram muito intrigantes pra mim, mas o ditado “todo mundo te ensina alguma coisa” nunca me fez sentido. Afinal, o que eu poderia aprender com pessoas tão mesquinhas que nos cercam? Entretanto, nós mesmos podemos ensinar alguma coisa, ao menos um mal exemplo! Por exemplo, quando você vê alguém maltratando outra pessoa, você pode ver a negatividade que isso atrai para quem maltratou, e se colocar no lugar do maltratado. Tudo na vida acontece por um motivo, e presenciar certas situações e conhecer certas pessoas não é diferente. Todo mundo, por mais vazio que seja pode ensinar alguma coisa.

A estabilidade sempre foi uma coisa que eu quis alcançar a todo o preço, mas muitas vezes as mudanças nos ajudam muito mais do que a mesmice. Como eu sou de uma cidade do interior do interior do Brasil (minha agora amada Cacoal – Rondônia), estudei no mesmo colégio, morei na mesma casa, e convivi com as mesmas pessoas por anos. A idéia de ir para a faculdade, começar a trabalhar e conhecer novas pessoas me assustava.

A verdade é que eu aprendi a dar valor ao meu trabalho (e ao das outras pessoas), aprendi que as pessoas são diferentes (e como!) de mim, e posso me acostumar com isso, e que, ao começar a freqüentar um lugar novo pode não ser tão ruim: sair do lugar comum pode ser muito interessante! Permita-se começar do zero.

Da mesma forma isso possibilita que você não enjoe tão facilmente das pessoas que você já conhecia, dividindo suas experiências com as novas pessoas, preservando o contato com as velhas. E sim, muito se pode aprender com os mais velhos. Tenha paciência, eles viveram muito, e querem compartilhar isso com você.

Com relação à paciência, depois de muito “balde de água fria na cara”, aprendi que o meu stress não tem que ser descontado em quem não deu causa. É simples: não é justo descontar nas outras pessoas a sua frustração, e escolher não fazer isso cria uma boa corrente, a da gentileza.

Por esses e outros motivos, eu, que sempre achei patético usar clichês, sou uma nova adepta. Claro que tudo com o seu saudável equilíbrio (aifnal, não dá pra sair por aí disparando clichês), mas tudo vale a pena quando a alma não é pequena! E me desculpem àqueles que não concordarem, mas Graças a Deus a gente é diferente e tem o direito de se expressar.

Eu não quero ser hipócrita e dizer que eu vejo toda a positividade das coisas, eu sou bem negativista. Mas com um pouco de humildade e mente aberta, a gente acaba aprendendo: das coisas más e das coisas boas.

O meu preferido é: “Quanto mais vazia a carroça, mais barulho ela faz”. Muita gente fala e ostenta demais. Quem tem alguma coisa de útil para ensinar e para compartilhar geralmente é mais reservado, e não se gaba demais. É como se você tivesse um pacotinho de trident e todo mundo quisesse um. Não se pode ser egoísta, mas também não se pode ser besta, a ponto de nada sobrar pra você mascar! E você, qual o seu clichê preferido?

3 comentários:

Oi :) Fico feliz em ter você aqui. Eu adooro comentários! Pode escrever o que achou, vai me ajudar bastante! Obrigada, beijos.