domingo, 18 de abril de 2010

Política?

Na vida a gente costuma dizer algumas coisas sem pensar muito no que elas significam. Uma dessas coisas que me chamou a atenção esses dias, foi a questão de ser ou não ser apolítico. As pessoas levantam bandeiras de que a política não presta ou de que está perdida, mas será que é isso mesmo?
Se você parar pra pensar, na vida, a gente é político. O que um político quer, numa democracia, é ganhar votos. E o que você pretende sendo uma pessoa simpática? Ganhar votos: de confiança, de felicidade, amizade, amor... Nós assumimos uma postura dita aceitável, para conseguirmos o que queremos.
Um político vai aos palanques discursar para agradar as massas, dizer o que o povo quer ouvir, faz promessas e mais promessas, o que pode ser considerado por muitos, “ladainha”. Mas vamos considerar um homem, no auge do seu ‘mood’ Don Juan. Quando ele quer conquistar uma mulher, o que ele tende a fazer é dizer o que ela quer ouvir. Palavras bonitas, que nem sempre são totalmente verdade. Promete coisas que geralmente não vai cumprir como o amor eterno, a fidelidade incondicional... Isso mais uma vez senhoras e senhores é a política em nossas vidas.
O que eu quero dizer é que a política não foi uma coisa inventada do nada, sem motivo e sem planejamento. As coisas geralmente nascem da necessidade e da experiência humana, e foi assim que ela também surgiu. A diferença é o foco. A poesia tem um foco mais pessoal, dirigido a um público mais seleto. O discurso tem uma visão mais ampla, para pessoas como você e eu, diferentes, mas que almejam muitas coisas em comum.
Vejam que o problema não se encontra na forma de ‘politizar’. O problema está nas pessoas que assumem a política e na burocracia que os seguem. Quando se impõe muitas regras, a tendência é aquela vontadezinha de quebrá-las. Somos todos sujeitos às fraquezas e tentações humanas. O nosso ego é incrivelmente pequeno muitas vezes. É compreensível, porém não aceitável.
O que nos resta fazer é assumirmos as rédeas da coisa, e tentar mudar tal mentalidade. Conheço muita gente que age e muita gente que reclama. Resta saber se eu e você estamos no grupo que age, ou no grupo que só reclama.
Confesso que hoje não faço muito, mas planejo fazer. O que faço hoje, estudar, entender e questionar tem como propósito atingir, mais tarde a diplomacia, quem sabe o meio jurídico. É o que eu faço para poder agir. E você o que faz?
Laíse Moura
sei quem vai gostar do post, se é que vai ler...

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