segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Vamos para o Décimo Período de Direito.

Já mencionei aqui que eu curso Direito.
Em 2010, jamais imaginei que estaria assim, escrevendo coisas boas sobre o meu curso de Direito. A verdade, é que entrei querendo sair. Ter vivenciado alguns meses ao lado do pessoal mais animado de Administração, que já até se formaram e que tenho tanto carinho, e depois ter que mudar para um curso que eu não gostava foi difícil de aceitar... Demorei a ao menos simpatizar com o curso.
 Observar as diferentes histórias que culminaram em um ponto em comum: Unir, “campus” de Cacoal. Uns querendo muito estar ali, outros sem saber o que esperar, e alguns como meu, pagando para ver. Tudo bem, calma aí, o texto não é pra reclamar do curso! Hoje, por ter certa facilidade, eu simpatizo sim com direito tributário! Sei que foi difícil, “foi intenso foi, foi bonito foi...”, mas se Deus permitir será recompensador.

Não vai dar pra citar tudo o que gostaria, para não ficar chato. Agora vou falar dos colegas de sala. Obrigada gente, o que seria o curso sem as piadas internas, sem a Adinéia e seu jeito espontâneo, sem o Henrique e sua total falta de stress, seu jeitão relaxado. Sem o Jaime, para ser o representante de turma, e discente! Além de ser um exemplo de acadêmico, aqui também cabe a Fernanda (que insistem em dizer que se chama Mayara), com vários artigos publicados e apresentados, nossos orgulhos! Sem deixar de citar a Vanessa Barbosa pra adicionar uma pitada de Rio Branco em nossas vidas, e claro, seu espírito de menina sapeca.

A Eveline com suas caras e bocas, pensando muuito alto, que eu aprendi a ouvir alguns de seus pensamentos. Ah, não posso esquecer do Walace, que sempre muito inteligente, foi protagonista de muitas discussões acadêmicas das quais eu sequer entendi muita coisa hahaha, hoje eu compreendo algumas.

Não dá para falar da faculdade sem citar a Bruna Angélica, que, nossa psicóloga, foi nosso exemplo de acadêmica, hahaha muita animação para festar bastante, andar sempre maquiada e bem arrumada, e dar conta de duas faculdades ao mesmo tempo! Duas figuras emblemáticas para a sala, os bombeiros Higor e Rodrigo, que além de bem humorados, foram meus companheiros de sala, trabalhos, provas... Obrigada! Valeu Larissa, pois sem ela não teríamos informações dos professores, aulas, cadernos, e nem formatura, provavelmente. 

Ai, não deu para falar de todos. Mas cada um foi ESSENCIAL para esta turma, obrigada!

Mas, figuras IMPRESCINDÍVEIS para nossa jornada acadêmica, nossos Professores, aos quais devo a maior parte do meu conhecimento Jurídico, seja pelas suas dicas preciosas, ou pela mania de pegar no nosso pé na hora das provas! Vamos ver se não me esqueço de ninguém. Aqueles que já deram aula para mim no Direito: Moraes, Nilton, Silvério, Sônia, Gilson, Viviani, Thais, Telmo, Ana Clara, Elimei, Simone, Bruno Valverde, Neiva, Bruno Caixeiro, Ozana, Daeane, Victor, Otacílio, Melissa, Credival... me perdoem se esqueci de alguém! Mas muuito obrigada. Sem vocês, não chegaria até aqui! Não existe curso nem aprendizado sem professores. Devemos SEMPRE agradecer pela disposição a nos ensinar, e a disponibilidade para o diálogo e sanar dúvidas.

Por fim, pois eu disse que seria breve, o texto todo tem os seguintes motivos: agradecer, primordialmente a Deus por me permitir viver essa experiência, relembrar os momentos bons vividos, e me preparar emocionalmente para o ÚLTIMO PERÍODO, que vem com muita coisa (Monografia, OAB, mais matérias, expectativas profissionais para o pós faculdade)... e compartilhar com quem não pôde viver isso comigo, o quanto foi enriquecedor. Só agora consigo dizer isso verdadeiramente, e de coração aberto, afinal, não gosto muito da ideia de ser eu também, uma operadora ou aplicadora do Direito... mas a vida assim o quis.


  1. Obrigada, obrigada, obrigada! E vem 2015! Vem devagar décimo período, e vem com tudo diploma e formatura, seus lindos.








quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Metáforas, Clichês e Ditados Populares



A gente só acredita em metáforas quando vivencia uma. Esse é um tipo de conhecimento que eu adquiri com o passar dos anos, após muito teimar. Sempre me incomodei com aquelas frases feitas da sabedoria popular, mas, afinal, aprendi que esses ensinamentos não são chamados de sabedoria por acaso. São apenas formas mais simples de dizer muitas coisas.

Aquela história de “Chora mesmo que alivia” ou “Certas tristezas só o tempo cura” nunca me reconfortavam. Quando alguém me dizia algo do tipo eu pensava “eu aqui, querendo parar de chorar e o indivíduo manda eu chorar mais um pouco?” Bom, a verdade é que guardar lágrimas de uma tristeza anterior dentro da gente não é nada saudável, e às vezes, tudo se resolve com uma boa choradeira. Lá se vão bons quilos de remorso e tristeza.

Já aquele ditado de que “para cada pé cansado há um chinelo velho” e de que “quando menos se espera é que se encontra o amor verdadeiro” ainda não aconteceram comigo, então ainda me deixam encafifada. Como já aprendi a aceitar os outros ditos populares, esse fica na fila, esperando acontecer para me convencer de que é verdade. E eu espero que seja!

“Deus ajuda a quem cedo madruga” ou “Quando Deus fecha uma porta, há sempre uma janela aberta”. Esses sim me ensinaram muita coisa nessa vidinha curta de 20 anos. Se você não faz por onde merecer, porque acharia que Deus trará de graça as bênçãos necessárias? Tá certo que Deus nos ama e nos perdoa, mas Ele não é bobo não! E mais: quando seus planos não estão de acordo com os planos dEle, não adianta chorar nem espernear, Ele vai te mostrar que o outro caminho é o melhor pra você, resta esperar e crer.

Pessoas sempre foram muito intrigantes pra mim, mas o ditado “todo mundo te ensina alguma coisa” nunca me fez sentido. Afinal, o que eu poderia aprender com pessoas tão mesquinhas que nos cercam? Entretanto, nós mesmos podemos ensinar alguma coisa, ao menos um mal exemplo! Por exemplo, quando você vê alguém maltratando outra pessoa, você pode ver a negatividade que isso atrai para quem maltratou, e se colocar no lugar do maltratado. Tudo na vida acontece por um motivo, e presenciar certas situações e conhecer certas pessoas não é diferente. Todo mundo, por mais vazio que seja pode ensinar alguma coisa.

A estabilidade sempre foi uma coisa que eu quis alcançar a todo o preço, mas muitas vezes as mudanças nos ajudam muito mais do que a mesmice. Como eu sou de uma cidade do interior do interior do Brasil (minha agora amada Cacoal – Rondônia), estudei no mesmo colégio, morei na mesma casa, e convivi com as mesmas pessoas por anos. A idéia de ir para a faculdade, começar a trabalhar e conhecer novas pessoas me assustava.

A verdade é que eu aprendi a dar valor ao meu trabalho (e ao das outras pessoas), aprendi que as pessoas são diferentes (e como!) de mim, e posso me acostumar com isso, e que, ao começar a freqüentar um lugar novo pode não ser tão ruim: sair do lugar comum pode ser muito interessante! Permita-se começar do zero.

Da mesma forma isso possibilita que você não enjoe tão facilmente das pessoas que você já conhecia, dividindo suas experiências com as novas pessoas, preservando o contato com as velhas. E sim, muito se pode aprender com os mais velhos. Tenha paciência, eles viveram muito, e querem compartilhar isso com você.

Com relação à paciência, depois de muito “balde de água fria na cara”, aprendi que o meu stress não tem que ser descontado em quem não deu causa. É simples: não é justo descontar nas outras pessoas a sua frustração, e escolher não fazer isso cria uma boa corrente, a da gentileza.

Por esses e outros motivos, eu, que sempre achei patético usar clichês, sou uma nova adepta. Claro que tudo com o seu saudável equilíbrio (aifnal, não dá pra sair por aí disparando clichês), mas tudo vale a pena quando a alma não é pequena! E me desculpem àqueles que não concordarem, mas Graças a Deus a gente é diferente e tem o direito de se expressar.

Eu não quero ser hipócrita e dizer que eu vejo toda a positividade das coisas, eu sou bem negativista. Mas com um pouco de humildade e mente aberta, a gente acaba aprendendo: das coisas más e das coisas boas.

O meu preferido é: “Quanto mais vazia a carroça, mais barulho ela faz”. Muita gente fala e ostenta demais. Quem tem alguma coisa de útil para ensinar e para compartilhar geralmente é mais reservado, e não se gaba demais. É como se você tivesse um pacotinho de trident e todo mundo quisesse um. Não se pode ser egoísta, mas também não se pode ser besta, a ponto de nada sobrar pra você mascar! E você, qual o seu clichê preferido?

domingo, 30 de setembro de 2012

Eu não tenho facebook.



Vez ou outra eu assumo algumas escolhas que as pessoas não conseguem entender. Uma dessas escolhas é não ter uma conta no facebook. O mais engraçado disso tudo é a indignação das pessoas ao saber desse detalhe sobre mim.
A verdade é que não faço isso para chamar atenção, ou para pagar de diferente. Eu não tenho facebook. Poderia listar aqui muitos motivos para essa decisão.
Não vou negar que muito se ganhou com o advento da internet, mas também muito se perdeu na vida. Coisas simples como por exemplo as brincadeiras de criança tomaram rumos que, analisando amplamente, somos culpados por ter extinguido a infância verdadeira. Privamos nossas crianças de banalidades que antes, todos nós passávamos.
Subir numa árvore, fazer seu próprio brinquedo, imaginar. Serão as crianças de hoje, adultos incapazes de passar meses, horas, longe da grande rede de computadores? Ontem foi no Orkut, hoje, no Facebook. A exposição a que estamos nos submetendo também é um dos fatores que mais me preocupam.
O que quero dizer é que não preciso expor todos os detalhes do meu dia para ser mais ou menos legal, e digo mais: o ser humano está ficando mais exibicionista. Queremos provar que a nossa grama é mais verde que a dos nossos vizinhos. E não é culpa do senhor Zuckerberg, isso só ficou pior ultimamente, mas sempre nos acompanhou.
Não preciso dar bom dia todos os dias para os meus amigos para que eles saibam que eu realmente desejo isso para eles. E mais: não preciso do facebook para isso também. Não preciso encher a página inicial dos meus amigos com as minhas atividades recentes (leia-se: bebedeiras, romances, viagens, objetos de desejo) para que meus amigos lembrem que eu existo!
Amigos de verdade sabem que às vezes é preciso sentir um pouco de saudade, dar um certo espaço para manter uma relação saudável. Acredito que, para piorar, ao expor todos os detalhes felizes da minha vida, eu posso também atrair vibrações negativas, porque, nem sempre as pessoas que nos adicionam nas redes sociais são amigos e querem o seu bem. A inveja é uma consequência do exibicionismo.
Além do mais, se meus amigos quiserem compartilhar comigo o que eles estão curtindo no momento, eles podem e vão vir naturalmente me dizer.
Não consigo citar nenhuma pessoa que eu acredite que tenha mais que 10 amigos de verdade. No entanto, posso citar muita gente que tem mais de 100 amigos no facebook. Na verdade, as pessoas com as quais convivemos podem até não nos querer mal, mas também não significa que isso as faz delas amigas.
São colegas, que, apesar de estarem presentes na nossa vida, não precisam saber de muita coisa para termos uma relação bacana. Deste modo, não preciso ter um número exorbitante de amigos. Basta que eu tenha um, e este seja amigo de verdade.
Outro motivo pelo qual não tenho facebook é o respeito à minha singularidade. Desde que me conheço por gente não preciso seguir tendências para me afirmar "igual" aos outros. Eu ainda não senti necessidade de estar no facebook, e essa é uma decisão só minha. Associar-me ao facebook por pura pressão social não me parece respeitoso comigo mesma. Compreende?
Aí é que entra o respeito. Não é minha intenção aqui, criticar quem possui um perfil no facebook. Graças a Deus temos liberdade de expressão e somos diferentes! Eu quero é justificar porque eu não tenho uma conta na rede. Desta forma, ao respeitar a escolha das pessoas de terem facebook, eu espero somente que respeitem a minha escolha de não ter.
Quando me perguntam por que eu não tenho facebook, eu procuro responder "eu não ainda não preciso dele, sempre que acontece algo realmente interessante lá, as pessoas vêm me contar!". E sinceramente? Acho isso ótimo! Assim não fico tão por fora do que acontece por lá, e atrevo-me a dizer que, com essa simples atitude, venho conversando com muitas pessoas que antes não conversava. Quer saber? Talvez essa seja a minha estratégia para socializar. Só que eu socializo pessoalmente, e as outras pessoas, virtualmente.
Aos amigos distantes, vocês sabem meu e-mail, celular e endereço. Sintam-se livres para entrar em contato!

Não vou dizer que nunca vou ter um perfil no facebook. Vou dizer apenas: ainda não.

Fiquem à vontade para comentar.

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Atualização 29/12/14
Sinto informar aos ávidos leitores que vinham aqui procurar alguém que de fato, não tinha facebook. Mas por pura pressão social hahaha e por certa curiosidade, hoje em dia, eu tenho um facebook!  Entretanto, continuo pensando assim, por isso não excluí o post!
Atualização 26/01/17
Fico muito feliz em saber que muita gente ainda se identifica com esse meu texto. É fato que hoje em dia eu tenho uma conta da rede social, mas eu continuo achando absurdo o nível de exposição que as pessoas se submetem. Venho aqui atualizar com carinho hoje, pois temos recebido comentários que acrescentaram valiosas opiniões aqui no blog. Obrigada! Eu uso o Facebook, ainda com parcimônia, desativo a conta de tempos em tempos para me distanciar do exagero, da dependência, e assim vivo, mantendo contato com os amigos, e vendo os lados positivos, por exemplo, uso muito o Facebook para estudar, e fazer simulados de provas de concursos. Tudo tem seu ponto positivo! Beijos, amigos.

domingo, 4 de março de 2012

PAPO DE GENTE GRANDE


Hoje resolvi escrever sobre um assunto que anda comigo desde que me entendo por gente: Ser alta. Sempre que trato do assunto, consigo sorrisos das pessoas mais próximas, e certa indignação das pessoas mais distantes. Vou compartilhar com vocês, quem sabe a gente não chega num consenso?
Primeiramente, vou explicar porque fiz esse texto. Sempre que vou às festas aqui na minha cidade (Cacoal – RO), verifico uma disparidade imensa entre a minha altura, e a altura das demais pessoas. Por exemplo, ontem, numa formatura, entrei na festa, e parecia que um gigante tinha entrado no recinto de eventos: todos olhando, e eu, vendo tudo. O resultado é que eu não tenho confiança pra usar salto alto, e preciso fingir que isso não me incomoda.
Sei que muita gente vai bombardear meu texto, dizendo que gostaria muito de ser alto, que mulher alta é mara, que eu devo usar salto alto, e deixar o que os outros pensam para lá. Mas vamos lá: vivemos em uma sociedade, e o que os outros dizem para nós tem sim o poder de influenciar nas nossas opiniões; além do mais, eu uso salto alto, mas acredito que dispenso esse artifício para chamar atenção; e com certeza deve haver homens que gostam de mulheres altas, mas aqui no meu cantinho parece que não os encontrei!
Ser alta é ruim por um motivo: não é prático. Simples assim.
Não é prático quando a gente vai comprar calça jeans. Gente pequena compra calça jeans, corta, faz a barra e sai triunfante. Gente grande vai fazer o quê: colocar uma rendinha no final? Emendar com outra peça jeans, ou usar sempre calça de pescador? Gente grande tem que procurar a calça certa, que dê em cima e ajuste em baixo.
Não é prático quando viajamos de avião ou ônibus. Gente pequena senta e sobra espaço. Gente grande quando encaixa é uma vitória, sentou, encaixou. A mesinha de refeições dos aviões sempre fica em cima dos nossos joelhos, nós comemos com as coisas no nosso colo!
Não é prático quando vamos arrumar um namorado. Gente pequena se relaciona com gente pequena e gente grande. Via de regra, por uma convenção social, casal bonito é mulher baixinha e homem mais alto. Gente grande, por assim dizer, procura gente grande. Não só  pela convenção, mas porque gente grande vai entender os nossos apertos do dia a dia. Eu sei que muitos casais com esse tipo de diferença (mulher alta x homem baixinho) dão certo, mas também sei que essa regra existe sim, ainda que silenciosa e não escrita.
Não é prático quando vamos comprar calçados. Gente pequena geralmente calça número pequeno. No meu caso, calço 40/41 desde os 15 anos. Adolescente não quer usar sapato de velho! Hello, indústria?! As gerações estão ficando cada vez maiores, nossos pés cresceram! Quando vou à uma loja e a moça me pergunta “ Não vai levar nenhum calçado senhora?” eu tenho o costume de desafiar: “Se você tiver do meu número, eu levo!”. É batata: as lojas só têm calçados até o nº 39. Graças a Deus existe internet: compro todos os meus calçados (exceto tênis) pela internet, e às vezes, caio em boas furadas.
E digo mais: não basta fazer calçados 40 – 44 por fazer. Tem que fazer sapato confortável, bonito, e digno de ser usado pelas tops das tops. Fora que, se você usar um salto maior que 6 cm, vem aquele engraçadinho e diz “abaixou pra passar pela porta?” ou então “e aí, tá frio aí em cima?!”... é a mesma coisa que dizer pra alguém que tem o cabelo ruim: “cabelo ruim é igual bandido, quando não tá preso tá armado!”. Me poupem!
Eu poderia passar o dia inteiro elencando o quanto ser alta não é prático. A verdade é que as pessoas baixinhas levam muitas vantagens sobre nós, mas nem tudo é desvantagem em ser alta. Adoro chegar nos lugares (copiadoras, lanchonetes, balcões em geral) e ser atendida primeiro! Sem falar na independência ao alcançar algo nas prateleiras mais altas. E, para fechar, tem gente que é tão baixinha, que quando olha para os lados, tudo que vê são barrigas. Tem que ver isso aê, jovem, deve ser muito assustador! Ser alta é ruim, mas é bom.
Eu não gosto de ser alta, mas, que saber? Já passei por tanta situação engraçada por isso, tenho história para contar. Tenho que assumir aquilo que eu sou! O maior motivo de fazer esse texto é mostrar para as pessoas que nós merecemos um pouco mais de respeito, quando ao espaço das coisas, ao tamanho das roupas, e às convenções minimalistas da sociedade, que diz que normal é ter 1,60. Ser diferente é que é normal! Tenho certeza que muita gente vai entender e vai se solidarizar. Gente grande, UNI-VOS!
Compartilhe com a gente as suas histórias.
É o que temos para hoje. Beijos para todos, boa tarde!

Laíse Moura  
Altura: 1,79m
Calçados: 40/41
Roupas: 40/42


sábado, 22 de janeiro de 2011

HIATUS

Blog fechado por tempo indeterminado. Sem inspiração para postagens!


"Ando angustiada demais, meu amigo, palavrinha antiga essa, angústia, duas décadas de convívio cotidiano, mas ando, ando, tenho uma coisa apertada aqui no meu peito, um sufoco, uma sede, um peso, não me venha com essas história de atraiçoamos-todos-os-nossos-ideais, nunca tive porra de ideal nenhum, só queria era salvar a minha, ,veja só que coisa mais individualista elitista, capitalista, só queria ser feliz, cara.” (Caio Fernando Abreu)
"Olha, eu estou te escrevendo só pra dizer que se você tivesse telefonado hoje eu ia dizer tanta, mas tanta coisa. Talvez mesmo conseguisse dizer tudo aquilo que escondo desde o começo, um pouco por timidez, por vergonha, por falta de oportunidade, mas principalmente porque todos me dizem que sou demais precipitado, que coloco em palavras todo o meu processo mental (processo mental: é exatamente assim que eles dizem, e eu acho engraçado) e que isso assusta as pessoas, e que é preciso disfarçar, jogar, esconder, mentir. Eu não queria que fosse assim. Eu queria que tudo fosse muito mais limpo e muito mais claro, mas eles não me deixam, você não me deixa." (Caio Fernando Abreu)

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Você já fez a sua dieta?

Oi gente!
Beeem, resolvi voltar e postar algo aqui no blog. Primeiro, gostaria de agradecer, algumas pessoas nas ultimas semanas me procuraram pra dizer que leram meus posts aqui no blog! MUITO OBRIGADA, isso me encorajou a escrever mais (estava pensando em fechá-lo). Segundo, quero compartilhar com vocês um fato na minha vida. Prometo não enrolar. 

“Quinta feira passada, passei mal, e fiquei assim até no sábado decidir procurar o hospital, e então fui internada. Estava sentindo muitas dores abdominais, e vomitava tudo o que comia. Descobri que tenho úlcera. E ela esta muito grande e inflamada. TENSO.
Então fiquei internada até ontem (01/12/2010), quando pedi pra me tratar em casa, pois o hospital não é o melhor lugar do mundo pra se passar muito tempo não é mesmo? Naquele tempo que passei sem fazer muitas coisas interessantes, me peguei pensando sobre muitas coisas.
Primeiramente, eu lembrei dos tempos de escola, não com muita saudade, confesso, mas busquei as boas lembranças, e foi muito bom (: Depois, comecei a pensar em por que eu estava ali naquela situação, julgava minhas ultimas atitudes para avaliar se aquilo poderia ser uma penitência divina, ou algo do tipo, e cheguei a mais bonita das conclusões que eu poderia ter. Vou compartilhar com vocês, se quiserem ler, sintam-se à vontade.”
E uma observação, obrigada família, vocês foram ótimos comigo, me apoiaram muito! Obrigada também a todos que me visitaram no hospital e em casa! :D
Um obrigado especial à minha irmã, que me apoiou em tempo integral, fazia de tudo pra estar comigo, mesmo nas horas ruins. Segurou a minha mão quando eu estava com medo, assistiu filmes comigo quando eu estava entediada, ouviu minhas reclamações e passou por tudo isso comigo. Rosi, eu te amo tanto! Obrigada.
Importante
É melhor comer várias vezes ao dia, porém com moderação, em pequenas quantidades.
Lembre-se de que a salada é essencial para uma saúde de ferro.
Sucos são mais nutritivos e menos ácidos que os refrigerantes. Além de ser uma delícia. Prefira-os.
Frutas contêm fibras e auxiliam na digestão de outros alimentos.
É melhor comer carne branca, mas a carne vermelha também é boa pra saúde. Diminua a quantidade de óleo e sal na comida! Melhor comer grelhados do que comer frituras. Ao molho também é uma boa pedida!
O seu corpo é um templo. Devemos zelar por aquilo que Deus nos deu. Para ser saudável depende apenas de você mesmo. Pratique exercícios! Além de revigorar e ser anti-stress, você fica co um corpo bonito e melhora a sua auto-estima.
Não tenha/construa vícios.
Não deixe a vida cair na rotina.

Se você pede algo a Deus e Ele não dá, é porque Ele tem algo melhor em vista pra você. Pense um pouco. Se você pede paciência, seria fácil demais simplesmente receber a paciência, então Deus te dá situações nas quais você pode ser paciente. Se você pede saúde, ele dá a oportunidade que você pode ter uma vida saudável, fazer por onde merecer. Deus não escreve certo nas linhas tortas. Somos nós que não enxergamos a linha da maneira certa.

Eu estive muito mal de saúde, mas hoje sei o porquê de tudo isso. Obrigada Senhor!

A escolha de ver as coisas pelo lado positivo ou negativo é sua.

Laíse Soares Ramos de Moura
01/12/2010

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Saudade

“... Cada pessoa que passa em nossa vida passa sozinha, e não nos deixa só,
Porque deixa um pouco de si e leva um pouquinho de nós.
Essa é a mais bela responsabilidade da vida e a prova
De que as pessoas não se encontram por acaso." Charles Chaplin

Hoje, me deu uma vontade de escrever sobre a saudade. Saudade boa que eu sinto das coisas e pessoas que marcaram a minha vida. Acabo de saber que um professor, muito querido que me deu aulas de Química faleceu. Professor Sylvio Almeida, que descanse em paz.
Ele sempre nos falava que ia morrer numa sexta feira, pois assim não teríamos feriado. Infelizmente a sua vontade não foi cumprida, mas com certeza ele poderá ir em paz, depois de tão grande contribuição que nos deixou. Expressões engraçadas como “mass professoor?” e “C de bucéfalo”, sua risada maquiavélica, seu amor pela profissão e família eram suas marcas registradas. O melhor professor.  Aquele que me fez entender e gostar de Química, por mais difícil que fosse.
Pode parecer exagero, mas sua morte me afetou de uma maneira imensa, pois acordei para o esquecimento. Espero que nada disso tenha sido em vão.
Pensando nisso, fiquei triste, pela falta que ele fará em minha vida, fiquei feliz, por ter tido a honra de ter aulas com ele e conhecer a pessoa maravilhosa que ele foi, além de proporcionar uma homenagem à ele na nossa formatura. Mas fiquei triste, pois percebi que passa dia e mais dia e eu vou me esquecendo. Esquecendo de toda a minha jornada, coisas que ontem foram importantes pra mim, e hoje não são tão presentes.
Pessoas que infelizmente não tenho mais contato, momentos que ajudaram a construir a minha personalidade e caráter, lugares que estive e foi maravilhoso compartilhar com quem esteve ao meu lado e pessoas que se foram.
Como gostaria de nunca esquecer essas pessoas, de tais momentos... Minha felicidade é que pelo menos alguns detalhes ficarão. Desde expressões engraçadas, manias bizarras até expressões faciais, gestos de carinho...
Queria lembrar-me de todos os amigos que fiz, aqueles que eram próximos, aqueles que apesar de não ver sempre, eu sabia que estariam lá quando precisasse, até mesmo aqueles que não pude conviver por longas temporadas, mas que nem por isso são menos importantes.
Obrigada Senhor, por todas as situações que pude passar, e todos que pude conhecer. Que venham muitos outros pela frente, e que muitos possam ficar por muitos e muitos anos comigo.
Professor Sylvio Almeida, 18.10.10. Saudades eternas.

terça-feira, 13 de julho de 2010

você aí e eu aqui.

Eu sempre achei a internet uma coisa fantástica. É como se não houvesse distâncias, barreiras... Agora escrevo esse texto, e uma pessoa do outro lado do mundo pode resolver ler assim que eu o lançar na rede. Eu concordo que a internet aproxima as pessoas, mas devo acrescentar que ela distancia também.
Todos os dias, na internet tenho a oportunidade de conhecer muitas pessoas de vários lugares, aprender diferentes culturas e idiomas. Tenho carinho e amizade pela grande maioria delas, são amigos, que embora virtuais, tenho o imenso prazer em ajudar, conversar, sorrir, cuidar (como for possível)... E isso é verdadeiro, pelo menos da minha parte. São amizades que quero cultivar. Alguns bem recentes, outros nem tanto, e até alguns há mais de 5 anos. Mas a verdade é que são virtuais. Não é igual a um amigo que more na mesma cidade que eu, que convive comigo e compartilha do meu ambiente.
Não que isso seja ruim, porque às vezes as pessoas próximas podem ser tão ou até mais falsas que aquelas que estão distantes. Há também amigos virtuais, que moram na mesma cidade. Pelo menos eu tenho alguns assim, infelizmente nunca os encontrei por aqui.
Bom o que eu quero dizer, é que eu acredito em amigos virtuais, e amizade à distância funciona sim, e pode durar longos anos, e ser verdadeira. Orgulho-me de poder ter amigos de loooonga data, que sequer pude vê-los pessoalmente. E confesso que se visse, seria estranho. Mas seria uma experiência interessante. Quem sabe um dia?
Beijos pra todos vocês amores :)


Sobre a internet distanciar, quero me referir ao tempo que passamos em frente a uma máquina, e nos esquecemos de socializar com as pessoas de verdade. Mas não é disso que eu vim pra falar.
E você, o que acha?
olha, esse mês o blog tá movimentado e atualizado, q blz!
Laíse Moura

segunda-feira, 12 de julho de 2010

você tem hora marcada?

Você é uma pessoa saudável, independente e amável. Está finalmente colocando as coisas em ordem, pensa em ter seu próprio canto, e descobriu que gosta das músicas de Michael Bublé. Já tomou o seu banho e está louco para comer alguma coisa. Nos últimos dias, voltou a pensar naquela bobagem de estar sozinho, mas, afinal, quem liga para isso? O telefone toca.
Seu coração dispara, sua mente te traz a possibilidade: vai que é o amor da sua vida? Não seria lindo se tudo começasse com uma ligação? Você atende. É a sua mãe; que estupidez você imaginar essas coisas que só acontecem em Hollywood.
Há um tempo atrás você ouviu que o amor vem quando se menos espera; e você decidiu então deixar que ele o encontre, resolveu cuidar da sua vida. Mas sabe, já faz um tempo que você esteve distraído, sem pretensões, e agora que seria uma ótima hora, onde foi parar o bendito?
A única maneira de não se decepcionar, caro amigo, é não esperar nada; e essa é a verdade. A gente sempre espera encontrar uma pessoa especial, que nos complete, seja bem humorada e te tire do sério com um só toque. O que podemos fazer? Eu digo que o amor só vem quando se está preparado para ele.
Você quer amar e ser amado, mas antes mesmo de conhecer o pretendente já tem uma lista de exigências, um modelo a ser seguido. Desse jeito você não deixa muitas opções para o seu cupido, já pensou nisso? Cupidos... Tenho que te alertar que eles são míopes, atarefados e gostam de pregar peças, mas eles são esforçados, realmente querem que você se dê bem. Mas o mínimo que você tem a fazer é facilitar para o pobre coitado: abra a sua mente, livre-se dos seus pré-conceitos.
A sua metade pode estar na fila do caixa, no andar de cima ou do outro lado da cidade. Não importa onde você estiver, seja simpático, importe-se com o que acontece à sua volta, seja educado e não descarte possibilidades de imediato. Nós somos a soma do que carregamos, as coisas que falamos, o jeito que sentamos, os amigos que cultivamos, as músicas que escutamos. E isso não se pode perceber com um ou dois dias de convivência.
Pode ser que a química seja intensa no primeiro dia, assim como no quinto dia. O amor não tem um relógio, um encontro marcado, um destino traçado. Ele simplesmente acontece, claro, se você der a chance para ele acontecer. Mas não se iluda. Às vezes ele vem pra você, mas talvez não venha para o seu 'alvo'. Não vá agora para a padaria achando que o padeiro vai te dar o maior mole. Não espere nada, mas espere tudo. O segredo da vida é o equilíbrio.
Às vezes é bom ser mais, às vezes menos. Às vezes é bom ter, às vezes ser. Então decida ser moderado, simpático, educado e acessível. Vai que...?
Laíse Moura

domingo, 11 de julho de 2010

amizade, presente!

Amizade é boa, quando pura e sincera, quando presente e divertida. Amigos são um privilégio, verdadeiras jóias raras. Feliz daquele que consegue fazer amigos e cultivar a sua amizade por longos anos. Ok, disso você já sabe, muita gente já disse.
Amigo é bom na hora da felicidade, que aumenta quando dividida. Como é bom alguém para alegrar-se quando você conta as novidades, alguém para rir com você, ali na hora que tudo acontece, alguém para te puxar para a realidade quando você começa a viajar para muito longe.
Amigo é bom na hora da tristeza, que alivia quando compartilhada. Como é bom alguém para ouvir seus problemas e tentar resolver com você, alguém para impedi-las de caírem ou enxugar-lhe as lágrimas, alguém para te levantar e acordar quando na escuridão você se encontrar.
Amigo é bom na hora da dificuldade, que vai embora quando resolvida. Como é bom dividir o que sabem quando estudam para aquela temível prova, como é bom alguém pra te deixar em casa (se possível antes, mas também) depois de uma bebedeira daquelas, como é bom ter para onde correr quando precisar escapulir.
Amigo é bom na hora da paquera, que fica engraçada mesmo se não der certo. Como é bom ter quem finja que tem ciúmes de você, quando o cara não é aquilo que você achou que fosse, como é bom ter alguém para te apresentar para o cara lindo perto do liquidificador na loja de eletroeletrônicos, como é bom alguém pra manter ocupado o amigo que veio tentar empatar a noite de vocês.
Mas amigo muitas vezes é a primeira pessoa que você esquece quando encontra um novo grande amor ou quando tudo anda às mil maravilhas no trabalho. Aí acabam-se os contos de fadas, o cara te traiu, ou algo dá errado no projeto que você tinha que fazer, e novamente nos vemos correndo atrás daqueles, que existiam antes deste problema, e sempre vão existir.
Mesmo que chateados pela sua atitude, os amigos de verdade te ajudarão. Não se negarão a bancar o álibi. Então está na hora de você perceber que não é legal chutar o seu amigo para escanteio, jamais. Aprenda a cultivar as amizades, pois às vezes vão-se os anéis, mais ficam os dedos. Aquele que prometia te completar e beijar todos os dias de repente pode ir embora, mas amigo que é amigo, mesmo distante busca ser fiel.
Muitos problemas seriam resolvidos se a gente se colocasse no lugar das pessoas pra variar um pouco. Procure não fazer com os outros o que você não gostaria que fosse feito consigo mesmo. É o famoso “aqui se faz aqui se paga”. Um dia você é o caçador, outro dia você pode ser a caça.